terça-feira, 23 de outubro de 2012

Educação ambiental é essencial para mudança de hábitos e conceitos


 


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Educação ambiental é essencial para mudança de hábitos e conceitos
Publicação: 20/10/2012 08:38 Atualização: 20/10/2012 08:52
 (Carlos Vieira/CB/DA Press)


Paulo Freire foi um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial. Entre as milhares de frases dele sobre educação, uma se encaixa ao assunto da coluna do Ser Sustentável este mês: "Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo". E, com essa filosofia, milhares de cidadãos brasileiros se esforçam em disseminar o pensamento de que é simples e necessária a consciência ambiental. Parte de nós o primeiro passo, principalmente por meio da educação ambiental.

O tema não é novo, mas tem sido reforçado nos últimos anos. Em junho, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, homologou as diretrizes curriculares nacionais para a educação ambiental, em meio à participação do MEC na Conferência Rio+20. A pasta pretende, em pouco mais de um ano, envolver 13 mil escolas da educação básica e 4 milhões de estudantes do sexto ao nono ano do ensino fundamental para discutir questões ambientais.

O objetivo é inserir o tema no ensino regular — mas, na visão de Vera Lessa Catalão, pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Educação da UnB na área de educação ambiental, a discussão está ancorada no cotidiano. Logo, crianças e adultos devem se envolver no processo. "Os conceitos teóricos nos ajudam a distinguir as coisas, mas é preciso mudar a vida. Educação ambiental se tem em todo lugar, seja em casa, nas formas que escolhemos para nos locomover, nos tratamentos de saúde, na produção de alimentos. Ela é, na verdade, uma crítica ao modo de vida atual", defende. Ou como diria Paulo Freire: "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção".

Curiosidades

13 mil
Número de escolas da educação básica que vão discutir e aprender sobre as questões ambientais após o MEC homologar as diretrizes curriculares nacionais para a educação ambiental

Calendário verde

12 de outubro

Importante fonte de alimento, de emprego, de energia, além de inspiração para poetas, o mar recebe homenagens neste dia. A data sugere que a população reflita e colabore para que os oceanos não se transformem em lixões, sendo preservados para a nossa e as futuras gerações.

15 de outubro

Assim como os professores, o educador ambiental é homenageado neste dia e não só por ensinar que jogar lixo no chão é errado. Ele participa de um processo educativo que envolve ciência, ética, compromisso, atitudes e valores, no âmbito individual e coletivo.

 (Arquivo Pessoal)
Três perguntas para
Vera Lessa Catalão


Pesquisadora do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade de Brasília (UnB) na área de educação ambiental e orientadora pedagógica da Escola da Natureza — SEEDF.

Em qual momento da vida a educação ambiental deve ser inserida?
A educação ambiental se expande para além da educação formal. Na primeira e na segunda infâncias, existe uma relação mais aflorada entre as crianças e a natureza, momento ideal para a aprendizagem. É impressionante como é fácil comovê-las para cuidar dos seres vivos e de si mesmas. A educação se torna não só um ensino formal, mas uma reforma de pensamento.

A população do DF é bem informada sobre educação ambiental?
Pesquisas indicam que os brasileiros, em geral, consideram o tema ambiental como importantíssimo e, no DF, não é diferente. A informação ambiental aqui é extremamente necessária, pois muito do que fazemos errado é por ignorância. E há o outro lado: quando a pessoa faz a parte dela e vê que nada acontece, ela fica desanimada. Vemos isso acontecer o tempo todo na cidade. Precisamos de mais ensinamento e principalmente de mais encantamento para cuidar da natureza e de nós mesmos.

Há algum programa em destaque no DF que trate da educação ambiental?
Trabalho há 16 anos no programa Parque Escola, que está inserido no projeto Escola da Natureza (da Secretaria de Educação do Distrito Federal). Nele, a educação é disseminada dentro de uma perspectiva de sustentabilidade em escolas públicas do Plano Piloto. Trabalhamos, aliado a isso, a formação dos professores que trazem esses alunos. São oferecidas várias oficinas, como a de reciclagem, a de pintura com pigmentos naturais, jogos cooperativos sobre biodiversidade, entre outros.

Confira mais informações sobre o projeto no site www.escoladanatureza.com.br/index.htm

 
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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

"Presidenta Dilma veta nove itens do Código Florestal" em Comunidade das Águas


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Rede social para pessoas atuantes na gestão dos recursos hídricos
Comunicação C…
Conferir o post no blog 'Presidenta Dilma veta nove itens do Código Florestal'

Mensagem do blog adicionada por Comunicação Comunidade das Águas:

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou nesta quarta-feira (17), durante entrevista no Palácio do Planalto (assista o vídeo...

Link da mensagem do blog:
Presidenta Dilma veta nove itens do Código Florestal

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

IV CIJMA


 
Pessoal da Rede faremos uma IV Conferência Infanto Juvenil no dia 6 de novembro de 2012 na Escola Ildefonso Simões Lopes (RURAL) das 8h30 às 17h.
.
Já fiz o convite para a rede Estadual e Municipal conforme convite abaixo;

Obs:Os professores da rede municipal falem com suas mantenedoras (Secretarias de Educação).



Prezados (as) Diretores (as) e Supervisores (as) convidamos UM professor (a) por Escola, de 5ª a 8ª série (6º ao 9º ano), para participar da Etapa Regional da IV Conferência Infanto Juvenil de Meio Ambiente que se realizará na Escola de Ensino Médio Idelfonso Simões Lopes (Escola Rural) no dia 6 de novembro das 8h30 às 17h.
 
Este o ano o tema é SUSTENTABILIDADE e as Escolas devem estar recebendo o material do MEC em breve.
 
Os professores devem aderir o quanto antes, pois há 40 vagas para a Rede Estadual, as Escolas que se localizam nos municípios distantes 50 km de Osório receberão ressarcimento de passagem e alimentação. E aos municípios mais próximos será ressarcida somente a alimentação.
 
Dados dos professores:
 
Nome:
ID:
CPF:
RG:
 
Inscrições pelo e-mail:
             juliana-hogetop@seduc.rs.gov.br
 
 
 
 
 
Atenciosamente,
 
Juliana Hogetop
Ass. Ed. Ambiental -11ª CRE
 


Semana da Água Rio Pardo


 
Prezados
Venho através deste, convidá-los a participar  e divulgar a programação da Semana da Água, promovida pelo  Comitê Pardo, Redenção e Corsan.
Dentre as atividades haverá a exposição de fotos, visita à estação de tratamento de água, atividade ludopedagógicas com foco em educação ambiental, exibição de filme e  concurso de redação.
Os interessados em participar da visita técnica por favor envie o seu nome para o e-mail da rede: redencaodopardo@yahoo.com.br, vagas limitadas.
Segue em anexo a programação.
Att,


Cristiane Pires Cardoso
Supervisora da Rede Redenção
Acadêmica de Engenharia Ambiental
Fone:( 51)95422125

Rede de Educação Ambiental do Pardo - REDENÇÃO
Universidade de Santa Cruz do Sul - UNISC
Sala 2700 - Bloco 27 Fone: 37177460

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cúpula dos Povos na Rio+20




Posted: 14 Sep 2012 02:41 PM PDT
Carta do Rio de Janeiro
Declaração Final do IX Acampamento Terra Livre – Bom viver/Vida plena
Rio de Janeiro, Brasil, 15 a 22 de junho de 2012
Nós, mais de 1.800 lideranças, representantes de povos e organizações indígenas presentes, APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (COIAB, APOINME, ARPINSUL, ARPINSUDESTE, povos indígenas do Mato Grosso do Sul e ATY GUASU), COICA – Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica, CAOI – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas, CICA – Conselho Indígena da América Central, e CCNAGUA – Conselho Continental da Nação Guarani e representantes de outras partes do mundo, nos reunimos no IX Acampamento Terra Livre, por ocasião da Cúpula dos Povos, encontro paralelo de organizações e movimentos sociais, face à Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Depois de intensos debates e discussões realizados no período de 15 a 22 de Junho sobre os distintos problemas que nos afetam, como expressão da violação dos direitos fundamentais e coletivos de nossos povos, vimos em uma só voz expressar perante os governos, corporações e a sociedade como um todo o nosso grito de indignação e repúdio frente às graves crises que se abatem sobre todo o planeta e a humanidade (crises financeira, ambiental, energética, alimentar e social), em decorrência do modelo neo-desenvolvimentista e depredador que aprofunda o processo de mercantilização e financeirização da vida e da Mãe Natureza.
É graças à nossa capacidade de resistência que mantemos vivos os nossos povos e o nosso rico, milenar e complexo sistema de conhecimento e experiência de vida que garante a existência, na atualidade, da tão propagada biodiversidade brasileira, o que justifica ser o Brasil o anfitrião de duas grandes conferências mundiais sobre meio ambiente. Portanto, o Acampamento Terra Livre é de fundamental importância na Cúpula dos Povos, o espaço que nos possibilita refletir, partilhar e construir alianças com outros povos, organizações e movimentos sociais do Brasil e do mundo, que assim como nós, acreditam em outras formas de viver que não a imposta pelo modelo desenvolvimentista capitalista e neoliberal.
Defendemos formas de vidas plurais e autônomas, inspiradas pelo modelo do Bom Viver/Vida Plena, onde a Mãe Terra é respeitada e cuidada, onde os seres humanos representam apenas mais uma espécie entre todas as demais que compõem a pluridiversidade do planeta. Nesse modelo, não há espaço para o chamado capitalismo verde, nem para suas novas formas de apropriação de nossa biodiversidade e de nossos conhecimentos tradicionais associados.
Considerando a relevante importância da Cúpula dos Povos, elaboramos esta declaração, fazendo constar nela os principais problemas que hoje nos afetam, mas principalmente indicando formas de superação que apontam para o estabelecimento de novas relações entre os Estados e os povos indígenas, tendo em vista a construção de um novo projeto de sociedade.
Repúdios
Em acordo com as discussões na Cúpula dos Povos, repudiamos as causas estruturais e as falsas soluções para as crises que se abatem sobre nosso planeta, inclusive:
  • Repudiamos a impunidade e a violência, a prisão e o assassinato de lideranças indígenas (no Brasil, caso Kayowá-guarani, Argentina, Bolívia, Guatemala e Paraguai, entre outros).
  • Repudiamos os grandes empreendimentos em territórios indígenas, como as barragens – Belo Monte, Jirau e outras; transposição do Rio S. Francisco; usinas nucleares; Canal do Sertão; portos; ferrovias nacionais e transnacionais, produtoras de biocombustíveis, a estrada no território TIPNIS na Bolívia, e empreendimentos mineradores por toda a América Latina).
  • Repudiamos a ação de instituições financeiras como o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, que financia grandes empreendimentos com dinheiro público, mas não respeita o direito à consulta as populações afetadas, incluindo 400 regiões no Brasil, e em todos os países em que atuam, inclusive na América Latina e África.
  • Repudiamos os contratos de REDD e créditos de carbono, falsas soluções que não resolvem os problemas ambientais e procuram mercantilizar a natureza e ignoram os conhecimentos tradicionais e a sabedoria milenar de nossos povos.
  • Repudiamos a diminuição dos territórios indígenas.
  • Repudiamos todas as iniciativas legislativas que visem submeter os direitos indígenas ao grande capital, através da flexibilização ou descaracterização da legislação indigenista e ambiental em vários países, como a PEC 215 e o Código Florestal no congresso brasileiro e as alterações propostas no Equador.
  • Repudiamos a repressão sofrida pelos parentes bolivianos da IX Marcha pela "Defesa da Vida e Dignidade, Territórios Indígenas, Recursos Naturais, Biodiversidade, Meio Ambiente, e Áreas Protegidas, pelo Cumprimento da CPE (Constituição Política do Estado) e o respeito a Democracia". Manifestamos nossa solidariedade aos parentes assassinados e presos nesta ação repressiva do estado boliviano.
  • Repudiamos a atuação de Marco Terena que se apresenta como líder indígena do Brasil e representante dos nossos povos em espaços internacionais, visto que ele não é reconhecido como legítimo representante do povo Terena, como clamado pelas lideranças deste povo presentes no IX Acampamento Terra Livre.
Propostas 
  • Clamamos pela proteção dos direitos territoriais indígenas. No Brasil, mais de 60% das terras indígenas não foram demarcadas e homologadas. Reivindicamos o reconhecimento e demarcação imediatos das terras indígenas, inclusive com políticas de fortalecimento das áreas demarcadas, incluindo desintrusão dos fazendeiros e outros invasores dos territórios.
  • Reivindicamos o fim da impunidade dos assassinos e perseguidores das lideranças indígenas. Lideranças indígenas, mulheres e homens, são assassinados, e os criminosos estão soltos e não são tomadas providências. Reivindicamos que sejam julgados e punidos os mandantes e executores de crimes (assassinatos, esbulho, estupros, torturas) cometidos contra os nossos povos e comunidades.
  • Reivindicamos o fim da repressão e criminalização das lideranças indígenas, como dos parentes que se manifestam contra a construção de Belo Monte. Que as lutas dos nossos povos pelos seus direitos territoriais não sejam criminalizadas por agentes do poder público que deveriam exercer a função de proteger e zelar pelos direitos indígenas.
  • Exigimos a garantia do direito à consulta e consentimento livre, prévio e informado, de cada povo indígena, em respeito à Convenção 169 da OIT – Organização Internacional do Trabalho, de acordo com a especificidade de cada povo, seguindo rigorosamente os princípios da boa-fé e do caráter vinculante desta convenção. Precisamos que seja respeitado e fortalecido o tecido institucional de cada um de nossos povos, para dispor de mecanismos próprios de deliberação e representação capazes de participar do processo de consultas com a frente estatal.
  • Clamamos pela ampliação dos territórios indígenas.
  • Clamamos pelo monitoramento transparente e independente das bacias hidrográficas.
  • Clamamos pelo reconhecimento e fortalecimento do papel dos indígenas na proteção dos biomas.
  • Pedimos prioridade para demarcação das terras dos povos sem assistência e acampados em situações precárias, como margens de rio, beira de estradas e áreas sem infraestrutura sanitária. Apenas no Brasil, existem centenas de acampamentos indígenas nesta situação. 40% da população destes acampamentos são crianças.
  • Clamamos pela melhora das condições de saúde aos povos indígenas, como por exemplo, no Brasil, pelo aumento do orçamento da SESAI – Secretaria Especial de Saúde Indígena, a implementação da autonomia financeira, administrativa e política dos DSEIs – Distritos Sanitários Especiais Indígenas, e a garantia dos direitos dos indígenas com deficiência.
  • Queremos uma Educação Escolar Indígena que respeite a diversidade de cada povo e cultura, com tratamento específico e diferenciado a cada língua, costumes e tradições.
  • Exigimos que se tornem efetivas as políticas dos estados para garantia da educação escolar indígena, tal como os territórios etnoeducacionais no Brasil.
  • Queremos uma educação escolar indígena com componentes de educação ambiental, que promova a proteção do meio ambiente e a sustentabilidade de nossos territórios.
  • Exigimos condições para o desenvolvimento a partir das tradições e formas milenares de produção dos nossos povos.
Finalmente, não são as falsas soluções propostas pelos governos e pela chamada economia verde que irão saldar as dívidas dos Estados para com os nossos povos.
Reiteramos nosso compromisso pela unidade dos povos indígenas como demonstrado em nossa aliança desde nossas comunidades, povos, organizações, o conclave indígena e outros.
A SALVAÇÃO DO PLANETA ESTÁ NA SABEDORIA ANCESTRAL DOS POVOS INDÍGENAS
Rio de Janeiro, 20 de junho de 2012
APIB – Articulação dos Povos Indígenas do Brasil
COICA – Coordenadora de Organizações Indígenas da Bacia Amazônica
CAOI – Coordenadora Andina de Organizações Indígenas
CICA – Conselho Indígena da América Central
CCNAGUA – Conselho Continental da Nação Guarani
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Um convite especial

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