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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Saiba como foi a Chuva de sementes de juçara
Chuva de Sementes de Juçara chamou atenção para a importância da relação entre ecologia, esporte e cultura
Calor, céu azul e ventos favoráveis contribuíram com o domingo de 16 de novembro durante a Chuva de Sementes de Juçara, evento do Projeto Taramandahy – Fase II que uniu ecologia, esporte e cultura em prol da conservação da Mata Atlântica. O projeto realizado pela ong Anama é patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental e visa qualificar a gestão dos recursos hídricos na bacia hidrográfica do rio Tramandaí.
O encontro levou mais de cem pessoas ao topo da Rampa Nordeste do Morro da Borússia, em Osório, entre as quais estavam visitantes, praticantes de diferentes modalidades de voo livre e apoiadores da causa. Na abertura oficial, chamou-se a atenção para a importância de realizar ações que promovam a reflexão e que interfiram sobre as condições ambientais atuais durante segmentos esportivos como este, tão dependentes e próximos da natureza. Os organizadores lembraram que a primeira dispersão artificial de sementes por adeptos do esporte ocorreu em 1995, realizada pelo Anhangava Club de Voo Livre.
No evento, compareceram representantes de entidades que colaboram para a promoção do uso sustentável da palmeira juçara (Euterpe edulis), espécie em extinção e chave para a recuperação da Mata Atlântica. Os praticantes do Anhangava Club, parceiro da ação, se comprometeram em dar continuidade à dispersão de sementes durante os próximos voos. Também marcaram presença, integrantes da Associação Içara de Maquiné, que comercializaram seus produtos de polpa dos frutos da juçara, importante elemento de geração de trabalho, renda e preservação, destacando a alternativa ao corte ilegal da palmeira para retirada de palmito.
Outros presentes foram os apoiadores ligados à Secretaria do Meio Ambiente do Estado, à Prefeitura de Osório, à Fepagro Litoral Norte, ao GVBS/NUDEC - Maquiné (Grupo Voluntário de Busca e Salvamento e Núcleo de Defesa Civil), aos setores de turismo de municípios vizinhos, UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul); Cia do Ar Escola de Voo Livre, rede municipal de ensino público, 11ª Coordenadoria Regional de Educação de Osório, APAE, SENAI e SOS Palmiteiro. Além deles, também prestigiaram o encontro viveiristas e agricultores, estudantes, comunidade local e público de cidades vizinhas e da Região Metropolitana de Porto Alegre.
Muitos visitantes estavam com os bolsos cheios de sementes e com mudas da palmeira juçara nas mãos, as quais foram distribuídas pelo projeto, além das sementes dispersadas durante os voos. A professora da rede pública de educação infantil de Novo Hamburgo, Ana Paula Ludwig, ficou feliz em poder levar uma grande quantidade de sementes, já que pretende plantar junto com seus alunos, na escola localizada dentro de um parque florestal, na cidade de Novo Hamburgo: "Estamos desenvolvendo um projeto sobre meio ambiente e no parque há bastante espaço, umidade e sombra para este tipo de plantio".
A Petrobras ao patrocinar o Projeto Taramandahy – Fase II, através de seu Programa Petrobras Socioambiental, apoia iniciativas que visam garantir o acesso universal e a sustentabilidade do uso da água, incluindo, entre outras ações, a proteção de nascentes e matas ciliares, além de contribuir para a recuperação e conservação do bioma Mata Atlântica.
Para o ano de 2015 estão previstas mais três Chuvas de Sementes em voos livres, totalizando cerca de quarenta mil sementes dispersadas.
Anaiara Ventura
Jornalista
MTB/RS 15155
Jornalista
MTB/RS 15155
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terça-feira, 18 de novembro de 2014
Enc: notícia sobre água de reúso em SP
http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2014-11-10/agua-de-reuso-que-sp-ira-adotar-pode-trazer-riscos-a-saude-diz-especialista.html
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Água de reúso que SP irá adotar pode trazer riscos à saúde, diz especialista
Segundo especialista, além de muito caro, é praticamente impossível filtrar completamente a água
IG
São Paulo - O anúncio da construção de estação de tratamento para que o esgoto seja transformado em água potável foi mais um capítulo da crise hídrica em São Paulo. De acordo com o governador Geraldo Alckmin, a água de reúso será matéria-prima para o fornecimento de água tratada para a Região Metropolitana de São Paulo. A decisão é apontada como solução para a escassez da água e preocupa especialistas na área.
"Tem como filtrar, mas é bastante caro e é praticamente impossível tirar tudo", afirma a professora do Instituto de Química da Unicamp, Gisela Umbuzeiro. A preocupação não está na concentração de coliformes fecais, que seriam retirados facilmente, o perigo está na retirada de químicos – como o hormônio presente em pílulas anticoncepcionais, além de componentes de medicamentos e antibióticos cujo processo de filtragem não seria capaz de eliminar.
O que restou da pílula
Há o risco de que estrógeno natural ou sintético não filtrado na água possa provocar reações a homens e mulheres, uma vez que esses componentes químicos atuariam no sistema endócrino das pessoas. Uma hipótese é que meninas teriam a menarca mais cedo. Há também a possibilidade de infertilidade.
"Já se sabe que isto acontece com animais, está comprovado. Agora, se isso vai acontecer com humanos, pode ser que sim, pode ser que não", afirma a endocrinologista Elaine Maria Frade Costa, supervisora do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Entre as consequências observadas em animais está a ocorrência de feminização em peixes em um lago no Canadá. Em uma experiência, um lago recebeu estrógeno (etinil estradiol) e os resultados foram monitorados.
Reportagem de Maria Fernanda Ziegler
"Tem como filtrar, mas é bastante caro e é praticamente impossível tirar tudo", afirma a professora do Instituto de Química da Unicamp, Gisela Umbuzeiro. A preocupação não está na concentração de coliformes fecais, que seriam retirados facilmente, o perigo está na retirada de químicos – como o hormônio presente em pílulas anticoncepcionais, além de componentes de medicamentos e antibióticos cujo processo de filtragem não seria capaz de eliminar.
O químico Wilson Jardim, também da Unicamp, explica que é relativamente fácil fazer a remoção de microorganismos se comparado ao trabalho de retirar outros contaminantes, como os hormônios. "Como a exposição a esses compostos é crônica, possíveis males se manifestam décadas depois, ao contrário da exposição por patógenos, que tem resultados imediatos", afirma.
José Carlos Mierzwa, engenheiro e diretor técnico do Centro Internacional de Referência em Reúso de Água da USP, é mais otimista sobre a segurança. "O reúso da água é seguro quando planejado e quando coloca o tratamento adequado para assegurar a qualidade da água." O engenheiro ressalta que o País precisa ainda fazer uma legislação sobre o tema. "Ainda não temos uma legislação de água de reúso no País", diz.O que restou da pílula
Há o risco de que estrógeno natural ou sintético não filtrado na água possa provocar reações a homens e mulheres, uma vez que esses componentes químicos atuariam no sistema endócrino das pessoas. Uma hipótese é que meninas teriam a menarca mais cedo. Há também a possibilidade de infertilidade.
"Já se sabe que isto acontece com animais, está comprovado. Agora, se isso vai acontecer com humanos, pode ser que sim, pode ser que não", afirma a endocrinologista Elaine Maria Frade Costa, supervisora do Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Entre as consequências observadas em animais está a ocorrência de feminização em peixes em um lago no Canadá. Em uma experiência, um lago recebeu estrógeno (etinil estradiol) e os resultados foram monitorados.
Reportagem de Maria Fernanda Ziegler
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ANDRÉA FERRETTO DA ROCHADra. Aquicultura
Pesquisadora IV
Responsável Administrativo
FEPAGRO AQUICULTURA E PESCA
FUNDAÇÃO ESTADUAL DE PESQUISA AGROPECUÁRIA
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